quinta-feira, 26 de junho de 2014

LIVRO I - EL SER UNO - OS ARCANOS DE THOTH

Primeira publicação no blog = primeira página




OS ARCANOS DE THOTH

CAPITULO I


O PRINCIPIO ÚNICO

Para que vocês possam entender o Principio Único, primeiro deverão compreender a si mesmos. Ele nasceu de sua imensa necessidade de comunicação, ao consegui-lo obteve resultados incríveis de interação, desenvolvimento, domínio e expansão. Dessa maneira se formou uma malha forte e segura chamada Linguagem Universal, onde os meios obtiveram respostas e onde as respostas continuam convertendo se em um compêndio universal chamado Sabedoria.
            O Princípio Único significa origem. Tudo que existe foi criado, emanado e realizado a partir de uma única fonte: um núcleo, um centro, o que desencadeou a necessidade e o desejo de criar A vida. Uma vez criada, a vida foi eterna. Quando falamos de vida, nos estamos referindo ao criador. Nós o conhecemos como Principio Único; vocês o chamam de Deus. Toda criação deriva dessa fonte; de lá saímos para lá regressamos. Quem o criou? De onde se formou? De onde provem toda a criação?
            Todos vocês querem respostas e pedem por elas, porque assim é feita a realidade em que vivem. As respostas não os ajudarão a entender o processo universal. Vocês não necessitam respostas: o que querem é despertar da vida ilusória em que vivem e entrar nas suas próprias mentes, para poder compreender a grandeza do que estamos expressando. O Princípio Único... É. Partindo desse ponto se criou tudo, mas antes dele existiu outra necessidade que o impulsionou a ser infinito, sem princípio nem fim. Quando Ele teve consciência de ser, automaticamente colocou em movimento um mecanismo, ativando um dispositivo de necessidade, criando a forma, o símbolo, a vibração, o ritmo, as cores, etc.
A máquina universal começou a funcionar com perfeição e não parou nunca mais. Essa necessidade criava expandindo de tal forma que não cabia em sua estrutura. O movimento automático gerava um calor tão intenso que começou a fundir símbolo com forma, cor com vibração, estrutura com ritmo, ritmo com cadencia, e assim infinitamente. O Princípio Único se viu com necessidade de criar a ordem, porque já não podia conter tanta criatividade, pois esta já escapava de seus próprios limites e possibilidades. Então criou um ser a sua imagem e semelhança, cheio de luz, de cristais puros e diáfanos, de cores resplandecentes, ritmo e vibração perfeitos. A forma desse ser correspondia a vontade e desejo do criador. Ele era pensamento, e como o seu criador, imaginava e criava o imaginado. Ele vivia na mente, onde seu pensamento não tinha fronteiras. Ele era o filho do Princípio Único, por tanto, da mente universal. O Princípio Único criou sua continuação e a chamou pensamento. Este pensamento se encarregaria de ordenar, classificar, analisar, desenvolver e comunicar todo o compendio de criatividade que emanava de seu centro. Assim nasceram os primeiros pensamentos. Eles se olharam, e se reconheceram como irmãos, e o primeiro que fizeram foi estudarem a si mesmos para saber se poderiam realizar as atividades encomendadas pelo criador.
            A primeira experiência consistiu em ter consciência de sua existência; a chamaram vida. No princípio está se gerava por movimentos incontrolados, mas através das vivencias, os foram dominando e os unindo a um novo elemento chamado desejo, que a sua vez produziu outro ao que denominaram ritmo. Este se desenvolveu com cadencia e harmonia, criando com ele a vibração, a qual gerou as cores. Cada um deles tinha um significado diferente, e quando as cores infinitas começaram a surgir, os filhos pensamentos descobriram de onde procediam. Observando pequenos e minúsculos cristais que chocavam e se fundiam entre si formando figuras. Elas surgiam pelo desejo, o ritmo, a vibração e a cor. Desta maneira nasceu um novo elemento chamado forma.
Logo, o ser pensamento começou a ordenar e classificar este conjunto de elementos através de suas próprias experiências. Quando uniu os elementos uns com os outros, obteve resultados inesperados que podiam ser de grande ou pouca utilidade. Dessa forma se criou a diversidade, que correlacionou os dados criando o conhecimento. Este resultado formou a causa e o efeito, e todo esse compêndio informativo criou a sabedoria.  
Até aqui o ser pensamento estava muito satisfeito de sua investigação e trabalho; se sentia pleno de esperança, porque estava cumprindo com o que se havia proposto: ordenar de forma perfeita essa criação que crescia cada vez mais. A medida que mesclava os elementos, novas experiências surgiam com maior ou menor utilidade. O ser pensamento com tanta responsabilidade, não percebia nem dava importância as criações de menor utilidade: ele simplesmente as arquivava, as acumulando como lixo da criação. Foi tanta a concentração desses elementos jogados, que começaram a ocupar espaços destinados para os elementos uteis. E assim continuaram sem dar importância e deixando para mais adiante a solução do problema. Ignorância: não tinham o conhecimento de que, algum dia, essas criações se voltariam contra eles.
Os seres pensamentos que eram encarregados de manter tudo em ordem – e sobretudo os que se encontravam muito perto desses elementos renegados – começaram a sentir sintomas de desordem, falta de continuidade, debilidade e lentidão. Adoeceram. O que eles não sabiam era que esse acumulo de elementos descartados corroíam, oxidavam, aniquilavam e transformavam o sutil em denso, o claro em escuro, o ritmo em arritmia, as vibrações altas em vibrações baixas, etc. Assustados, os seres pensamentos não sabiam lidar com esse problema: não tinham os recursos nem o entendimento para isso. Começaram a retificar realizando milhões de experimentos, mas sem nenhum resultado. Enquanto isso, o Princípio Único, continuava criando desproporcionalmente, alheio a toda essa realidade.
Em vista desses problemas os seres pensamentos tiveram que classificar e ordenar novamente a realidade, haviam surgido elementos contrários e desconhecidos. Eles entenderam que esses elementos, apesar de serem afins, não podiam se misturar, porque não eram iguais. Enquanto um adoecia por ser de cores escuras, sem cadencia nem ritmo e dava resultados nefastos, o outro possuía ritmo, cadencia e cores claras. Tiveram que classificar e separa-los: os chamaram energia de resultado positivo e energia de resultado negativo.
Os seres pensamentos do resultado negativo sentiam se impotentes e desesperados. Começaram a perceber que suas reações já não eram as mesmas: sua energia-pensamento se havia descontrolado. Eles haviam sido criados perfeitos, a imagem e semelhança do criador, e agora a feiura e a distorção estavam tomando conta deles. Já não podiam trabalhar e ordenar; novas sensações iam se apoderando deles; já não agiam igual aos outros. Com pena e dor, os seres pensamentos uteis que não sofreram a distorção, tiveram que separar se deles, pois essa negatividade os podia contagiar.
Antes de se separarem, os pensamentos uteis colocaram um cristal com toda a informação dentro da pineal de seus irmãos doentes. Este cristal recopilava toda a sabedoria que eles tinham, toda a essência do conhecimento e entendimento, para que eles jamais esquecessem, e se algum dia chegassem a curar se, pudessem recordar que eram filhos do Princípio Único, que saíram dele e que regressariam a ele. Quando os seres pensamentos foram separados, sensações horríveis e vibrações densas os dominaram.
O ritmo emitia ruídos espantosos; as cores deixaram de brilhar e a escuridão os envolveu. Suas formas se retorceram de dor, raiva e impotência; sensações totalmente desconhecidas os invadiram. Se havia criado um universo paralelo, totalmente contrário e diferente do que conheciam e ao que estavam acostumados. Quanta solidão, quanta dor! Perdidos na escuridão de seus próprios pensamentos, se sentiram abandonados, separados do centro e de seu amado criador.
Os seres pensamentos positivos e uteis lutavam para os recuperar. Novas experiências surgiram, usaram uma infinidade de métodos e técnicas, mas foi tudo em vão. Muitos se ofereceram voluntariamente para experiências de cura não obtendo êxito. A pesar de tanta solidão e dor, os seres pensamentos separados sentiram dentro deles um elemento desconhecido: a força.
Era um elemento novo que os impulsionou a continuar, e o chamaram sobrevivência. Sentiram que ainda existiam os conhecimentos adquiridos, que o entendimento e desejo não haviam desaparecido de seus pensamentos e que talvez, com o pouco que restava, eles poderiam libertar se dessa situação aparentemente sem saída.
Pensaram que o primeiro que deveriam fazer era não desaparecer, e sim viver. Se o Princípio Único os havia criado a sua imagem, então eles lutariam com todos os meios disponíveis para ocupar um lugar nessa criação. Assim se uniram, se reconheceram e juntaram dados importantes que cada um deles proporcionou. Classificaram as informações e as distribuíram em graus e hierarquias. Separaram aquelas que se encontravam em piores condições daquelas que estavam melhores, pois usariam as melhores para poder continuar. Ainda estavam em condições de fazê-lo. Estavam conscientes de sua realidade; sabiam que se encontravam distorcidos, sem a luz do conhecimento, sem ritmo nem frequência. Apenas percebiam as cores, mas eles lutariam e não se deixariam vencer, ainda mais depois de terem experimentado a grandeza da criação e de seu criador: o Princípio Único. Sabiam que haviam perdido o paraíso, seu céu e sua luz.
Em meio a tanto desespero e ao querer comunicar se com seus irmãos, os seres pensamentos negativos e inúteis descobriram por sorte, que se eles se alimentassem dos resultados uteis, melhoravam suas condições e retardavam o aniquilamento de sua existência, determinando com isso a prolongação e a sobrevivência. Novos elementos surgiram: o roubo, a maledicência, o engano e a mentira que começaram a fazer parte deles, os deixando mais doentes e piorando suas condições. Não entendiam que esses elementos daninhos os deixariam mais doentes, os levando a um infinito sem retorno e os afundando cada vez mais na distorção de seus pensamentos. Avisados, os seres pensamentos uteis tomaram todas as providencias. O primeiro que fizeram foi proteger sua origem, seu centro e seu eixo, o rodeando de todos os cuidados. Dessa forma também estariam se protegendo.
O que fazer com os pensamentos que estavam doentes? Que utilidade lhes poderia ser dada? Ao não encontrar solução, decidiram comprimir e arquiva-los em blocos de energia compacta, com a ideia de estuda-los e dar lhes uma utilidade mais adiante. Depois de tanta experiência dolorosa e sem solução, os pensamentos uteis deixaram de experimentar com a energia útil e com a sabedoria acumulada e entendida. Dessa maneira seus resultados seriam sempre positivos. Enquanto o Princípio Único continuava criando elementos, ritmos, vibrações, cores, formas, cristais perfeitos, leves, sutis, transparentes, etc. Tantos que começaram a chocar entre si, produzindo descargas elétricas de altíssima temperatura e ativando com isso movimentos incontrolados. Foi tanta a concentração energética dos cristais e o acumulo de elementos, que ocasionou uma explosão tão forte que bilhões de cristais incandescentes foram lançados a distâncias inimagináveis e desconhecidas.



Uma nova realidade se havia criado: o Princípio Único havia nascido, expandido e estava crescendo.

continuação: http://portugueselseruno.blogspot.com.br/2014/06/os-arcanos-de-thoth.html

Nenhum comentário:

Postar um comentário