OS ARCANOS DE THOTH
CAPITULO I
O PRINCIPIO ÚNICO
Para que vocês possam entender o
Principio Único, primeiro deverão compreender a si mesmos. Ele nasceu de sua
imensa necessidade de comunicação, ao consegui-lo obteve resultados incríveis
de interação, desenvolvimento, domínio e expansão. Dessa maneira se formou uma
malha forte e segura chamada Linguagem Universal, onde os meios
obtiveram respostas e onde as respostas continuam convertendo se em um compêndio
universal chamado Sabedoria.
O Princípio
Único significa origem. Tudo que existe foi criado, emanado e realizado a
partir de uma única fonte: um núcleo, um centro, o que desencadeou a necessidade
e o desejo de criar A vida. Uma vez criada, a vida foi eterna. Quando falamos de
vida, nos estamos referindo ao criador. Nós o conhecemos como Principio
Único; vocês o chamam de Deus. Toda criação deriva dessa
fonte; de lá saímos para lá regressamos. Quem o criou? De onde se formou? De
onde provem toda a criação?
Todos vocês
querem respostas e pedem por elas, porque assim é feita a realidade em que
vivem. As respostas não os ajudarão a entender o processo universal. Vocês não
necessitam respostas: o que querem é despertar da vida ilusória em que
vivem e entrar nas suas próprias mentes, para poder compreender a grandeza do
que estamos expressando. O Princípio Único... É. Partindo desse ponto
se criou tudo, mas antes dele existiu outra necessidade que o impulsionou a ser
infinito, sem princípio nem fim. Quando Ele teve consciência de ser,
automaticamente colocou em movimento um mecanismo, ativando um dispositivo de
necessidade, criando a forma, o símbolo, a vibração, o ritmo, as cores, etc.
A máquina universal começou a funcionar com perfeição e não
parou nunca mais. Essa necessidade criava expandindo de tal forma que não cabia
em sua estrutura. O movimento automático gerava um calor tão intenso que
começou a fundir símbolo com forma, cor com vibração, estrutura com ritmo,
ritmo com cadencia, e assim infinitamente. O Princípio Único se viu com
necessidade de criar a ordem, porque já não podia conter tanta criatividade,
pois esta já escapava de seus próprios limites e possibilidades. Então criou um
ser a sua imagem e semelhança, cheio de luz, de cristais puros e diáfanos, de
cores resplandecentes, ritmo e vibração perfeitos. A forma desse ser
correspondia a vontade e desejo do criador. Ele era pensamento, e como o seu
criador, imaginava e criava o imaginado. Ele vivia na mente, onde seu
pensamento não tinha fronteiras. Ele era o filho do Princípio Único, por tanto,
da mente universal. O Princípio Único
criou sua continuação e a chamou pensamento. Este pensamento se encarregaria de
ordenar,
classificar, analisar, desenvolver e comunicar todo o compendio de criatividade
que emanava de seu centro. Assim nasceram os primeiros pensamentos.
Eles se olharam, e se reconheceram como irmãos, e o primeiro que fizeram foi
estudarem a si mesmos para saber se poderiam realizar as atividades
encomendadas pelo criador.
A primeira
experiência consistiu em ter consciência de sua existência; a
chamaram vida. No princípio está se
gerava por movimentos incontrolados, mas através das vivencias, os foram
dominando e os unindo a um novo elemento chamado desejo, que a sua vez produziu outro ao que denominaram ritmo. Este se desenvolveu com cadencia
e harmonia, criando com ele a vibração,
a qual gerou as cores. Cada um deles tinha um significado diferente, e quando
as cores infinitas começaram a surgir, os filhos pensamentos descobriram de
onde procediam. Observando pequenos e minúsculos cristais que chocavam e se
fundiam entre si formando figuras. Elas surgiam pelo desejo, o ritmo, a vibração e a cor. Desta maneira nasceu um novo elemento chamado forma.
Logo, o ser pensamento começou a ordenar e classificar este
conjunto de elementos através de suas próprias experiências. Quando uniu os
elementos uns com os outros, obteve resultados inesperados que podiam ser de
grande ou pouca utilidade. Dessa forma se criou a diversidade, que correlacionou os dados criando o conhecimento. Este resultado formou a causa e o efeito, e todo esse compêndio
informativo criou a sabedoria.
Até aqui o ser pensamento estava muito satisfeito de sua
investigação e trabalho; se sentia pleno de esperança, porque estava cumprindo
com o que se havia proposto: ordenar de forma perfeita essa criação que crescia
cada vez mais. A medida que mesclava os elementos, novas experiências surgiam
com maior ou menor utilidade. O ser pensamento com tanta responsabilidade, não
percebia nem dava importância as criações de menor utilidade: ele simplesmente
as arquivava, as acumulando como lixo da criação. Foi tanta a concentração
desses elementos jogados, que começaram a ocupar espaços destinados para os
elementos uteis. E assim continuaram sem dar importância e deixando para mais
adiante a solução do problema. Ignorância: não tinham o conhecimento de que,
algum dia, essas criações se voltariam contra eles.
Os seres pensamentos que eram encarregados de manter tudo em
ordem – e sobretudo os que se encontravam muito perto desses elementos
renegados – começaram a sentir sintomas de desordem, falta de continuidade,
debilidade e lentidão. Adoeceram. O que eles não sabiam era que esse acumulo de
elementos descartados corroíam, oxidavam, aniquilavam e transformavam o sutil
em denso, o claro em escuro, o ritmo em arritmia, as vibrações altas em
vibrações baixas, etc. Assustados, os seres pensamentos não sabiam lidar com
esse problema: não tinham os recursos nem o entendimento para isso. Começaram a
retificar realizando milhões de experimentos, mas sem nenhum resultado. Enquanto
isso, o Princípio Único, continuava criando desproporcionalmente, alheio a toda
essa realidade.
Em vista desses problemas os seres pensamentos tiveram que
classificar e ordenar novamente a realidade, haviam surgido elementos
contrários e desconhecidos. Eles entenderam que esses elementos, apesar de
serem afins, não podiam se misturar, porque não eram iguais. Enquanto um
adoecia por ser de cores escuras, sem cadencia nem ritmo e dava resultados
nefastos, o outro possuía ritmo, cadencia e cores claras. Tiveram que
classificar e separa-los: os chamaram energia de resultado positivo e energia de
resultado negativo.
Os seres pensamentos do resultado negativo sentiam se
impotentes e desesperados. Começaram a perceber que suas reações já não eram as
mesmas: sua energia-pensamento se havia descontrolado. Eles haviam sido criados
perfeitos, a imagem e semelhança do criador, e agora a feiura e a distorção estavam tomando conta deles. Já não
podiam trabalhar e ordenar; novas sensações iam se apoderando deles; já não agiam
igual aos outros. Com pena e dor, os seres pensamentos uteis que não sofreram a
distorção, tiveram que separar se deles, pois essa negatividade os podia
contagiar.
Antes de se separarem, os pensamentos uteis colocaram um
cristal com toda a informação dentro da pineal de seus irmãos doentes. Este
cristal recopilava toda a sabedoria que eles tinham, toda a essência do
conhecimento e entendimento, para que eles jamais esquecessem, e se algum dia
chegassem a curar se, pudessem recordar que eram filhos do Princípio Único, que
saíram dele e que regressariam a ele. Quando os seres pensamentos foram
separados, sensações horríveis e vibrações densas os dominaram.
O ritmo emitia ruídos espantosos; as cores deixaram de
brilhar e a escuridão os envolveu. Suas formas se retorceram de dor, raiva e
impotência; sensações totalmente desconhecidas os invadiram. Se havia criado um
universo paralelo, totalmente contrário e diferente do que conheciam e ao que
estavam acostumados. Quanta solidão, quanta dor! Perdidos na escuridão de seus
próprios pensamentos, se sentiram abandonados, separados do centro e de seu
amado criador.
Os seres pensamentos positivos e uteis lutavam para os
recuperar. Novas experiências surgiram, usaram uma infinidade de métodos e
técnicas, mas foi tudo em vão. Muitos se ofereceram voluntariamente para
experiências de cura não obtendo êxito. A pesar de tanta solidão e dor, os
seres pensamentos separados sentiram dentro deles um elemento desconhecido: a força.
Era um elemento novo que os impulsionou a continuar, e o
chamaram sobrevivência. Sentiram que
ainda existiam os conhecimentos adquiridos, que o entendimento e desejo não
haviam desaparecido de seus pensamentos e que talvez, com o pouco que restava,
eles poderiam libertar se dessa situação aparentemente sem saída.
Pensaram que o primeiro que deveriam fazer era não desaparecer,
e sim viver. Se o Princípio Único os havia criado a sua imagem, então
eles lutariam com todos os meios disponíveis para ocupar um lugar nessa
criação. Assim se uniram, se reconheceram e juntaram dados importantes que cada
um deles proporcionou. Classificaram as informações e as distribuíram em graus
e hierarquias. Separaram aquelas que se encontravam em piores condições
daquelas que estavam melhores, pois usariam as melhores para poder continuar. Ainda
estavam em condições de fazê-lo. Estavam conscientes de sua realidade; sabiam
que se encontravam distorcidos, sem a luz do conhecimento, sem ritmo nem
frequência. Apenas percebiam as cores, mas eles lutariam e não se deixariam
vencer, ainda mais depois de terem experimentado a grandeza da criação e de seu
criador: o Princípio Único. Sabiam que haviam perdido o paraíso, seu céu e sua
luz.
Em meio a tanto desespero e ao querer comunicar se com seus
irmãos, os seres pensamentos negativos e inúteis descobriram por sorte, que se eles
se alimentassem dos resultados uteis, melhoravam suas condições e retardavam o
aniquilamento de sua existência, determinando com isso a prolongação e a
sobrevivência. Novos elementos surgiram: o roubo, a maledicência, o engano e a
mentira que começaram a fazer parte deles, os deixando mais doentes e piorando
suas condições. Não entendiam que esses elementos daninhos os deixariam mais
doentes, os levando a um infinito sem retorno e os afundando cada vez mais na
distorção de seus pensamentos. Avisados, os seres pensamentos uteis tomaram
todas as providencias. O primeiro que fizeram foi proteger sua origem, seu
centro e seu eixo, o rodeando de todos os cuidados. Dessa forma também estariam
se protegendo.
O que fazer com os pensamentos que estavam doentes? Que
utilidade lhes poderia ser dada? Ao não encontrar solução, decidiram comprimir
e arquiva-los em blocos de energia compacta, com a ideia de estuda-los e dar
lhes uma utilidade mais adiante. Depois de tanta experiência dolorosa e sem
solução, os pensamentos uteis deixaram de experimentar com a energia útil e com
a sabedoria acumulada e entendida. Dessa maneira seus resultados seriam sempre
positivos. Enquanto o Princípio Único continuava criando elementos, ritmos,
vibrações, cores, formas, cristais perfeitos, leves, sutis, transparentes, etc.
Tantos que começaram a chocar entre si, produzindo descargas elétricas de
altíssima temperatura e ativando com isso movimentos incontrolados. Foi tanta a
concentração energética dos cristais e o acumulo de elementos, que ocasionou
uma explosão tão forte que bilhões de cristais incandescentes foram lançados a
distâncias inimagináveis e desconhecidas.
Uma nova realidade se
havia criado: o Princípio Único havia nascido, expandido e estava crescendo.
continuação: http://portugueselseruno.blogspot.com.br/2014/06/os-arcanos-de-thoth.html
continuação: http://portugueselseruno.blogspot.com.br/2014/06/os-arcanos-de-thoth.html

Nenhum comentário:
Postar um comentário